Estado de Direito

Oportuna e emblemática a disposição dos ex-alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo de São Francisco, em tomarem para si a iniciativa da obra: o manifesto em defesa da democracia, a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”. O documento defende o processo eletrônico de votação e critica ataques infundados às eleições. A ideia remete a reedição de um evento histórico nos anos de 1977, tempos sombrios da ditadura militar, com a destemida leitura de uma epístola que denunciava as arbitrariedades e exigia a volta da democracia. Tem-se notícia de que centenas de milhares de signatários dos mais diversos segmentos da sociedade já firmaram apoio a esse novo abaixo-assinado. Creio, logo serão milhões de correligionários. A poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) dá conta que prepara seu próprio manifesto em defesa da democracia, com signatários da sociedade civil e de associações empresariais. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que irá subscrever o manuscrito. Contudo, nessa história há uma lacuna a ser preenchida: falta, literalmente, “dar nome aos bois”, citar expressamente o destinatário desse manifesto, não há razões que justifiquem tal omissão. Logo estaremos diante das urnas, o momento é também extremamente propício para a união de todos no combate à corrupção. Vamos firmar um pacto contra esse mal. Tolerância zero para corruptos e corruptores. Democracia não rima com cleptocracia, com escândalos como mensalão e petrolão. Cânceres que, infelizmente, não foram devidamente combatidos e extirpados, seus mentores e operadores, por tecnicidades processuais, aí estão, livres e serelepes, dando cartas na vida política, crendo que por aqui o crime compensa. Não podemos votar em corruptos. Nomes aos bois: Lula ou Bolsonaro? Ora, nem um nem outro!

João Bosco Costa Lima | Jardim Salvador – Trindade-GO

 

Novo terminal

Quero parabenizar a Prefeitura de Goiânia pela entrega do novíssimo Terminal Isidoria. Sua grandiosidade de área construída, três vezes maior que o tamanho original, uma obra moderna em prol dos milhares de passageiros e usuários do transporte coletivo e urbano. Todavia, temos que ficar de olho no trânsito da região do terminal: será que ali comporta três vezes mais movimentos de ônibus, veículos de passeio e pedestres? Qual é a proposta da Secretaria Municipal de Mobilidade para o gargalo e nó de acessibilidade que vai se formar ali, com o período da volta às aulas?

Márcio Manoel Ferreira | Jardim Novo Mundo – Goiânia