Reportagem do POPULAR, publicada ainda na semana passada, chamavas atenção para a semeadura em Pirenópolis de um ponto de tensão infelizmente já bastante comum nas capitais e grandes cidades. Por atuação de empresas clandestinas, moradores denunciam que são coagidos a contratar serviços de segurança particular.

A rigor, o que ali se pretende são serviços de ronda em espaços públicos, que, embora tenham como alegado foco a segurança das propriedades, tomam do estado essa função. Trata-se de uma prerrogativa da Polícia Militar.

O argumento, frágil e maldoso, é de que os demais vizinhos já recolhem taxas mensais, deixando uma incerteza sobre a integridade do patrimônio daqueles que se negam a contratar o serviço.

Ontem, a Polícia Civil de Pirenópolis ouviu oito pessoas e constatou que não há qualquer autorização para a execução desse trabalho. A Polícia Federal disciplina o serviço de segurança privada, que parece não se encaixar nesse caso. Ou a sociedade se atenta agora, ou vai ceder um terreno cativo, com enorme dificuldade de ser recuperado posteriormente.