A superedição de fim de semana que o leitor tem ora em mãos traz uma notícia linda, cujo contentamento, porém, não deveria se traduzir em afrouxamento dos cuidados pessoais contra a Covid-19. Depois de mais de 600 dias acolhendo pacientes com a doença na capital, o Hospital de Campanha começa a ser desativado. Os 100 leitos de UTI, que em março último eram disputados a ponto de gerar filas de espera mortais para alguns goianos, estão hoje praticamente vazios. Restam oito pessoas em atendimento intensivo hoje.

Diante desse reflexo direto da vacinação, o editor de Vida Urbana Rodrigo Hirose fez um trabalho de escuta atenta, tão merecida quanto necessária. Por seu ouvido, entraram relatos de profissionais de saúde metidos nessa batalha frenética, mais tarde vertidos num registro comovente da capacidade humana de cuidar. Num somatório de perdas e conquistas, todos traçam um inventário emocional desses tempos transformadores. Vale a pena ler.

Porém, convém reiterar o dito no início desse editorial. Numa pandemia, nenhuma conquista é definitiva. Cabe a todos nós seguirmos atentos, para que nenhum hospital de campanha seja novamente necessário.