A doação de órgãos é um gesto de extrema humanidade. Não só porque é uma forma de transformar a morte em vida, mas porque a decisão é tomada sob um impacto emocional tão grande, que apenas os verdadeiramente humanos conseguem alcançar. Nos últimos dias, a violência do trânsito explodiu de tal forma que nos pusemos, em Goiânia, a discutir como mitigar o problema.

Porque, por detrás das estatísticas que insistem em ficar em patamares inaceitáveis, pois se tratam afinal de vidas humanas, há uma dor palpável e latente. Nela, por vezes, a humanidade se sobressai. Diante da dor ainda latente da perda do filho Wictor, um das vítimas do brutal acidente da Avenida T-9, o administrador Cleuber Lima encontrou forças para discernir. “Quando me falaram da opção de doar os órgãos a única coisa que passou pela cabeça foi de que fazendo isso meu filho vai continuar ajudando as pessoas. E também por pensar nos outros pais que poderão ter seus filhos vivos.

Cinco goianos, dos 1.552 hoje na fila do transplante, serão beneficiados. Esse debate precisa ser permanente na sociedade, para que mais pessoas possam ter a grandeza da família de Wictor.