O mundo foi sacudido sexta-feira (26) por uma notícia atordoante. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou como “preocupante” a variante B.1.1.529 do coronavírus causador da Covid-19 e vai chamá-la de Omicron. Descoberta pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD), a nova cepa foi caracterizada pelo maior número de mutações detectadas até agora. Quando a mutação é batizada com alguma letra do alfabeto grego, como nesse caso, é sinal que a cepa merece atenção para muito além dos laboratórios.

É o que o mundo está começando a fazer. Ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou mais letal: a própria OMS diz que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da variante. Mas, para evitar o risco, ao menos nove países e/ou territórios anunciaram restrições a voos de nações africanas até a tarde de sexta-feira.

Ao Brasil, onde a despeito do esgoto ideológico no debate político a vacinação não encontra resistências como em outras nações, cumpre não se esquecer que bravatas não são suficientes nesse momento. É preciso paciência, rigor sanitário e respeito à ciência - artigos repetidamente sabotados desde março de 2020.