A pandemia provocou adoecimentos para muito além dos hospitais. A teia de solidariedade que se move, com dificuldade mas dignamente constante, sofreu um baque. A desigualdade, que já era indecente, se alargou. Houve quem ajudasse que, com o súbito abalo na renda, passou a precisar de ajuda. Num cenário de degradação econômica galopante, o terceiro setor não poderia ficar imune.

A fome veio na esteira, gerando uma urgência. “Tem tanta gente com fome que é de assustar”, disse à repórter Catherine Moraes o Tio Cleobaldo, um dos mais incansáveis distribuidores de refeições de Goiânia. Antes do vírus destroçar nossas rotinas, sua associação atendia  50 famílias. Hoje, o cadastro saltou para  5 mil e, claro, não é possível atender todos.

A partir dessa superedição, ao longo do mês de dezembro, O POPULAR via divulgar as entidades filantrópicas que se empenham nesse socorro social cada dia mais urgente. O serviço de como e por que doar vai estar diariamente na seção Bússola, na contracapa do jornal. 

A tática está resumida na ideia central: Ajude a quem ajuda. É hora de recompormos a teia de solidariedade, restaurar a dignidade para que, de esperanças renovadas, possamos construir um País onde menos pessoas precisem de ajuda.