Os movimentos da sociedade como um todo voltados para a recuperação do Parque da Serrinha abrem a perspectiva para uma saída socialmente madura para as questões ambientais. Reportagem na edição de ontem mostra que as sete famílias ali residentes irregularmente tendem a se habilitar ao aluguel social, o que permitiria ao governo do Estado encaminhar um destino à área.

Resquício do Cerrado nativo na zona sul da capital, onde ainda se preserva parte relevante da fauna e da flora locais, o Parque da Serrinha tem agonizado nos últimos anos, seja por invasões, seja pela falta de um sentido comunitário de seu uso. O parque foi cercado, para evitar a construção de novas moradias.
A proposta do aluguel social ainda depende
de aval do Judiciário, mas já se firma como alternativa a uma desocupação pura e simples.

Há em curso um processo de cessão do Morro da Serrinha para o Paço, a quem caberia implantar o parque. O pedido foi feito em 2020, mas a retirada das famílias foi imposta como condição para esse desfecho. Ao que tudo indica, falta pouco para que o pico de onde Pedro Ludovico Teixeira avistou o lugar da nova capital possa ser desfrutado por todos seus habitantes.