O pensamento de ímpeto autoritário tem agido de forma contundente no sentido de minar a confiança da sociedade no jornalismo. Na lógica torta que tentam implantar, só informação conveniente ao poder, não necessariamente verdadeira, merece consideração. Ora, em que pesem as falhas inerentes a qualquer atividade humana, o jornalismo profissional é uma conquista da democracia, que, sem ele, se enfraquece. Não raro, o trabalho das redações calibra o olhar dos órgãos de controle, que, uma vez alertados, agem na forma da lei. Neste semana, dois casos confirmaram essa premissa em Goiás.

O Tribunal de Contas dos Municípios iniciou investigação sobre o abandono de ao menos 110 salas modulares adquiridas pela Prefeitura de Goiânia na gestão passada, após reportagem publicada pelo POPULAR em abril deste ano. A ideia é conferir a pertinência do contrato assinado em 2018, sob pretexto de ampliar vagas em escolas. Há ainda a investigação do Ministério Público sobre o contrato de R$ 118 mil entre a prefeitura de Mundo Novo e a dupla sertaneja PH e Michel, também após um texto de nossa reportagem.

E assim, vigilante, mesmo sob fogo cruzado, o jornalismo segue cumprindo sua missão.