Um dos motores da recuperação da economia brasileira no ano passado, a construção civil dá sinais de perder o fôlego em nível nacional. O Produto Interno Bruto (PIB) da Construção em 2022 deve crescer 2% em 2022, o que representa uma desaceleração perante 2021, quando subiu 8%.

A projeção feita da Fundação Getulio Vargas vai na mesma linha da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que também espera alta de 2% para o PIB setorial neste ano. As duas entidades trabalham com previsão de abertura de 110 mil vagas de emprego no ramo em 2022, contra 246 mil em 2021 e 98 mil em 2020.

Após recordes de vendas e lançamentos de imóveis residenciais nos últimos dois anos, o setor observa com atenção a alta dos juros e da inflação. Isso porque a decisão de se comprar um imóvel está relacionada ao poder de compra e à percepção de riscos e incertezas.

Porém, em Goiânia, conforme reportagem nessa edição, os investimentos ainda avançam. Bairros nobres veem eclodir canteiros de obras. São pelo menos 100 em operação no Marista, Bueno e Oeste. Só no primeiro trimestre do ano, o setor gerou 3,3 mil postos de trabalho.

Urge, pois, que o cenário político não deteriore as condições de negócios e os investimentos possam se traduzir em negócios.