O primeiro esforço do Planalto não é compreender um fenômeno adverso, para tentar resolvê-lo. A energia vai no sentido de eximir-se da culpa, o que, a rigor, nada muda na vida do cidadão. Quando o problema em questão é a inflação, sofre a parcela mais pobre com essa dinâmica de esquiva.

Pois bem. O Brasil fechou 2021 com a quarta maior inflação entre 44 economias destacadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE. O índice oficial de inflação do País (IPCA) ficou em 10,06%, superado apenas por Argentina, Turquia e Estônia. Em que pese essa realidade sentida por todos, há outros sinais.

Os juros mais elevados e a economia desaquecida vão ajudar a reduzir o ritmo da inflação. Contudo, vale ponderar, como essa trajetória de queda será mais forte só a partir do segundo semestre, e o dólar vai continuar acima dos R$ 5,50, o IPCA deve estourar a meta. Também não significa que haverá uma queda generalizada dos preços de produtos e serviços na economia, mas sim menores intensidade e frequência dos reajustes.

De nossa parte,

convém observar os desdobramentos da economia num ano em que a política vai efervescer o ambiente.

E valorizar saídas para além de uma esquiva de responsabilidade.