Reportagem na edição de ontem traz importantes elementos para reflexão sobre o desenvolvimento rural. Segundo o Censo Agropecuário de 2017, a agricultura familiar detém 23% do total da área cultivável do País. A despeito de ter menor participação territorial, 77% das propriedades são classificadas como de agricultura familiar e, do total de trabalhadores empregados no setor, 67% estão nesses negócios.

Os agricultores familiares têm ainda importância tanto para o abastecimento do mercado interno quanto para o controle da inflação dos alimentos do Brasil, produzindo cerca de 70% do feijão, 34% do arroz, 87% da mandioca, 60% da produção de leite e 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos

Desta feita, o apoio à agricultura familiar pode ajudar a elevar a produção e a reduzir os preços dos alimentos em tempos de inflação elevada. Goiás caminha nesse sentido, ao oferecer consultoria técnica aos
63 mil produtores cadastrados como agricultores familiares no estado. Aliás, de 2020 para 2021, a Emater registrou um crescimento de 17% na busca destes produtores por seus serviços, que indicam demanda de melhoria na produtividade.

É um saudável sinal da diversidade tão necessária no campo.