O transporte coletivo é quase uma abstração para aqueles que tem outra opção de locomoção. Não há ninguém com um mínimo de bom senso que não compreenda o ônibus como um instrumento potente de mobilidade, capaz de tornar os deslocamentos nas cidades mais inteligentes e sustentáveis.

Mas poucos usam sem que estejam premidos pela obrigação. E pouco se faz para que mais gente use. Muito antes pelo contrário, o que há é uma sangria constante de passageiros, o que coloca em xeque a saúde financeira do sistema.

Nesse contexto, rompe com a tradição a decisão anunciada pela prefeitura de Goiânia de antecipar o recapeamento do asfalto do corredor de ônibus do Eixo Anhanguera. A manutenção do chamado Eixão, artéria vital na região metropolitana, era objeto de longo jogo de empurra entre o Paço e a Metrobus.

Agora, por mediação judicial, a coisa se resolve.

As obras estavam previstas para dezembro e a prefeitura tem o mérito de antecipá-las para junho. Mas cabe a todos, como sociedade, questionar se uma providência se arrastaria tanto tempo se, entre os detentores de autoridade, houvesse usuários de ônibus.