A política é uma atividade essencial, sem a qual a humanidade se enfraquece. A negação da conjugação de forças de uma sociedade, tratando-a como algo sujo e corrompido, favorece somente pretensões autoritárias, como a história mostra repetidas vezes. Para que a política seja efetiva, e alcance concretamente todo o potencial de construção de justiça e estabilidade social, é preciso que esta esteja aberta a mais e mais pessoas.

É possível se fazer política de muitas formas . Mas, a julgar pela estrutura dos partidos, o instrumento formal da política, o ambiente para a participação está enxuto. Primeiro, foi preciso criar cotas para a participação feminina, tal o machismo dominante nas siglas .

No Giro de ontem, uma nova forma de obstrução está colocada. Apenas 1,2% dos filiados a algum partido político em Goiás tem entre 16 e 24 anos.

Dos 658,7 mil membros, só 8,2 mil estão nesta faixa etária, segundo os dados mais atualizados do Tribunal Superior Eleitoral .

São estruturas masculinas e envelhecidas que, se quiserem seguir fazendo sentido nos novos tempos (e é saudável que façam), precisam se oxigenar, sob risco de robustecer o discursos daqueles que negam a política, fazendo-a da forma mais autoritária.