Por que os bancos têm um apetite pela folha de pagamento das grandes prefeituras, sobretudo das capitais? A principal reportagem da edição de ontem trouxe elementos para essa reflexão. Na verdade, é preciso de antemão dizer, esse apetite até foi maior.

Para as instituições financeiras, os servidores públicos continuam sendo tão atraentes quanto antes, já que possuem estabilidade no emprego e renda maior do que a média dos trabalhadores. O que mudou é que desde 2013, a partir de uma resolução do Banco Central, esses funcionários passaram a poder escolher o banco no qual querem receber seus salários.

Com isso, o corre-corre por essa mina de oportunidade arrefeceu. Contudo, ainda há atrativos que fazem a Prefeitura de Goiânia, por exemplo, almejar até

R$ 250 milhões no pregão reaberto.

Há pacotes de serviços rentáveis no edital, tais quais o processamento dos pagamentos dos servidores, a gestão da chave PIX da prefeitura, a concessão de crédito consignado aos servidores (sem exclusividade) e o pagamento de fornecedores de um dos maiores compradores do Estado. Sem falar na centralização da arrecadação tributária.

Daí a importância de toda a sociedade acompanhar o desenrolar da questão.