Pesquisa feita pelo Instituto Federal de Goiás (IFG) confirma, de forma acadêmica, o que a população experimenta todos os dias nas ruas de Goiânia.

Reportagem nesta edição traz o resultado do estudo, que aponta 44 pontos de risco para travessia de pedestres em locais de alto fluxo de tráfego, em uma análise otimista. São problemas diversos de sinalização, falta de clareza nos alertas ou falhas na infraestrutura. A conclusão é de que o pedestre, a parte mais frágil na guerra do trânsito, foi esquecido nas grandes obras recentes de mobilidade. A quem anda a pé resta enfrentar a violência das ruas, muitas vezes em uma disputa com final trágico. A cidade que deveria, em substância, ser um ambiente para o exercício da cidadania digna, torna-se portanto uma zona hostil para quem não pode ou não quer se deslocar de carro ou motocicleta.

A realidade contraria a própria legislação de trânsito, que determina prioridade ao pedestre. Para seguir a lei e oferecer segurança, os responsáveis pelas obras de trânsito e mobilidade precisam garantir de imediato opções de sinalização clara e travessia. São preceitos básicos, que não podem ser ignorados, sob pena de ser mantida a cumplicidade pública com mortes evitáveis.