O episódio de violência em uma escola municipal de Goiânia, em que homens da Guarda Civil Metropolitana lançaram jatos de spray de pimenta em crianças de 11 a 14 anos, ganha a cada dia contornos de ainda maior gravidade. Como se não bastasse o ataque por parte de agentes de segurança a estudantes, dentro do ambiente escolar, a cada dia revelam-se ingredientes ainda mais alarmantes, como a série de contradições que envolvem as versões sobre o caso.

No primeiro dia, a guarda informou ter sido convidada para uma palestra no colégio, que seria palco de frequentes episódios de brigas e furtos. A direção da escola e a Secretaria Municipal de Educação negam, no entanto, ambas as informações. Resta, portanto, a dúvida sobre o motivo dos agentes estarem dentro de um estabelecimento de ensino público, e ainda se comportarem de maneira intempestiva com crianças e adolescentes, provocando pânico e desespero entre pais e alunos.

O fato exige apuração rigorosa por parte da Prefeitura, da própria Guarda, da polícia, do Conselho Tutelar e do Ministério Público. Os homens da GCM são pagos com dinheiro público para garantir segurança à população. Espera-se que, para função tão importante, seja exigido um preparo exemplar.