A fotografia que estampa a capa da edição de ontem deste jornal revela uma cena impactante. Nela, dois funcionários da Comurg retiram um sofá descartado no Córrego Capim Puba. A imagem é uma amostra do tamanho do descaso com relação à destinação de lixo. A cada dia, informa o órgão municipal, são retiradas 9 toneladas de materiais dos mananciais de Goiânia, entre eles pneus, móveis, entulhos e plástico.

O montante corresponde a 5% do total de rejeitos produzidos pela população na capital. Os números são alarmantes e dão a dimensão do desastre ambiental forjado dia após dia, em direção a um futuro sombrio. A montanha de lixo lançada impunemente entope os cursos d’água, provoca assoreamento, mudança do curso, inundações e finalmente a morte do manancial.

Os recursos de água disponíveis se escasseiam em velocidade atordoante, tornando absolutamente prioritária a proteção do que resta, além da recuperação do que já está degradado. Ações para atingir tais objetivos dependem de política de conscientização e fiscalização rigorosa, com punição dos infratores. A difícil equação que se forma com a produção abundante de lixo e finitude dos recursos naturais precisa ser resolvida. A vida depende disso.