A Organização Mundial de Saúde fez uma advertência importante: a ômicron não deve ser tratada como uma mutação branda da Covid-19. De acordo com o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o número de pessoas infectadas pela variante tem sobrecarregado os sistemas de saúde no mundo, porque é mais resistente às vacinas disponíveis e se espalha mais rápido. O número de casos globais da Covid-19 aumentou 71% na última semana. 
Porém, em tempo em que líderes de nações como o Brasil tentam faturar politicamente contestando as vacinas, há uma ponderação importante: os imunizantes são importantes para proteger pessoas contra casos mais graves. 
A mobilização das demais esferas do poder se faz fundamental. Mais de 2 mil prefeitos, integrantes do Consórcio Conectar, enviaram semana passada ofício ao Ministério da Saúde cobrando apoio à rede de atenção básica. Requisitam mais testes, equipamentos e contratação de profissionais temporários. Um dos pedidos é auxílio na implementação de estruturas adequadas de testagem como medida de contenção do contágio e da circulação de novas variantes. Não é hora de afrouxar o cuidado.