Embora o Brasil ainda sofra com o apagão de dados da Covid, empreendendo um voo às cegas na prevenção e combate à doença, não há sombra de dúvida de que os casos vêm se alastrando rapidamente, com a explosão da nova variante ômicron. Vários indicativos apontam para isso, entre eles a superlotação das unidades de saúde públicas e privadas, e o índice de positividade dos exames feitos no sistema de testagem ampliada da Prefeitura de Goiânia. A taxa de resultados positivos praticamente triplicou desde novembro, saltando de 8% para 23% na primeira semana de 2022. Com surtos de gripe e dengue ocorrendo simultaneamente, o cenário torna-se ainda mais grave. Milhares de pessoas com sintomas buscam diariamente os pontos onde o município realiza exames para identificação de casos de Covid. Com as chuvas insistentes dos últimos dias, a multidão se aglomera buscando proteção e acaba se expondo ao risco de contaminação. Desde o início da pandemia, os cientistas ressaltam a importância da testagem para conter a transmissão. Mas isso deve ser feito com respeito às normas de segurança. É urgente que o Brasil ofereça kits para autotestes, como já vem sendo feito em outros países. O momento é de extremo alerta.