O friozinho, que nos fez tirar os casacos do armário e nos esbaldar em pamonhas, teve um reflexo menos prazeroso, que, se não é trágico, deve-se mais às características da variante ômicron do que à nossa precaução como sociedade.

A segunda semana de junho registrou mais de 11 mil casos positivos. Nem nos piores momentos da pandemia tantos goianienses se infectaram ao mesmo tempo, pelo menos oficialmente.

As autoridades sanitárias atribuem os números elevados à retomada de eventos de grande concentração de pessoas, maior oferta de testes (esta um reflexo direto da maior demanda) e, claro, às baixas temperaturas. Um em cada quatro exames feitos pela Prefeitura nas tendas e drive-thrus da testagem ampliada deu positivo.

A subvariante da ômicron, a BA.2, tem sido a mais recorrente, com 95% de prevalência viral. Mesmo sendo essa uma variante menos agressiva, os hospitais já começam a sentir o reflexo. Reportagem na edição de ontem apontava 10 pacientes em enfermarias e 7 em UTIs. Pelo menos um morador da capital morre a cada dia, pela doença.

Diante disso, é fundamental que mantenham as doses vacinais em dia. E sigamos, sempre, com os cuidados pessoais. Disso, dependemos todos.