Em entrevista a Cileide Alves, no programa Chega Pra Cá desta semana, a juíza Patrícia Carrijo, presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), se somou ao coro do Judiciário em defesa da urnas eletrônicas, num movimento que, em última instância, resguarda o Estado democrático de Direito. Juízes e procuradores que atuaram em eleições no Brasil têm usado as redes sociais para compartilhar suas experiências e defender o sistema eleitoral do País. Muitos ressaltam as falhas e até fraudes na época em que os votos eram de papel.

A iniciativa começou após a reunião do presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores estrangeiros, em julho, em que o chefe do Poder Executivo falou em complô e fraudes sem apresentar qualquer prova. Carrijo disse que tal postura é descabida, uma vez que em 26 anos de eleições com urnas eletrônicas, nunca houve registro de fraudes. A magistrada afirma que para que a democracia seja garantida, é necessário que a Justiça e a imprensa sejam fortes e independentes.

De fato, é hora da sociedade como um todo se atentar contra discursos que desfazem o patrimônio que o País tem construído a duras penas. Não é momento para aceitar retrocessos autoritários.