Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, advertiu que a consulta pública feita pelo governo sobre a vacinação contra a Covid-19 de crianças com idades entre 5 e 11 anos de idade não seria “nem referendo, nem plebiscito”. Parecia uma certa premonição do resultado, divulgado ontem. Após mobilizar 99.309 pessoas em 11 dias, a maioria de manifestações foi contrária à exigência de prescrição médica no ato da imunização.

A consulta pública foi considerada desnecessária pela maioria dos especialistas, uma vez que a Anvisa já havia aprovado, no dia 16 de dezembro, o uso da vacina Comirnaty, da Pfizer, para imunização de crianças. A autorização veio após uma análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos. A iniciativa de fazer a consulta partiu de Queiroga e foi interpretada como mais um movimento para agradar o presidente Jair Bolsonaro e a militância bolsonarista, que são contra a vacinação infantil.

Desse forma, perdeu-se energia, gastou-se dinheiro, em nome de posições meramente eleitorais. Menos mal que o governo do estado se diz mobilizado para oferecer o imunizante tão logo as doses cheguem a Goiás.