O avanço da vacinação contra a Covid, a redução dos casos da doença e a proximidade das festas de fim de ano enchem de esperança os empresários que amargaram longos meses de necessárias restrições como medida de segurança. A expectativa é de que a junção de fatores favoreça alguma movimentação econômica. Os lojistas da região da Rua 44, no entanto, foram negativamente surpreendidos nos últimos dias com a ocupação em massa das ruas do polo de confecções com vendedores ambulantes. Reportagem na edição de ontem mostrou que a associação que representa os empresários acusa a Prefeitura de Goiânia de omissão, por permitir a permanência dos camelôs, apesar do lançamento da Operação Boas Compras. A situação da informalidade parece um desafio incontornável em cenário de desemprego e crise econômica. Na verdade, trata-se muito mais de uma questão de prioridade do poder público na definição de investimentos. Na atual conjuntura, a oferta de capacitação, emprego e renda para a população deveria se sobrepor a muitos outros projetos populistas, eleitoreiros ou de interesses particulares. Se assim fosse, a retomada da economia seria mais rápida e justa.