A cada ano, o número de motociclistas mortos só cresce no Brasil. Os últimos dados do Ministério da Saúde dão conta de que eles são mais de 35% do total das vítimas fatais. O mesmo se observa em Goiás, mais especificamente em Goiânia.

A capital registrou 45 mortes no trânsito em 2022 até agora, das quais 30 são motociclistas - tanto passageiros quanto condutores. Se comparado com os demais modais de transporte (seis vítimas atropeladas, cinco ciclistas e quatro em acidentes de carro), a moto figura como o mais letal meio de deslocamento. O tema requer ações urgentes para reverter o quadro.

Ninguém discute a importância desse meio de transporte para a economia do País. Num cenário recente de isolamento social, foram as motos que puderam abastecer quem cumpriu as orientações das autoridades sanitárias. Contudo, para frear essa tragédia nacional, urge uma ação coordenada que envolva vários setores da sociedade e que seja articulada pelos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, como Denatran, Detran e municípios. Também é necessário haver agressivas campanhas de conscientização entre os principais envolvidos nesse grave problema: os próprios motociclistas.