Reportagem na edição de ontem revelou que o Instituto do Patrimônio Histórico (Iphan) autorizou a implantação de plataformas do BRT na Praça Cívica. O local, berço e coração da capital, guarda importante conjunto histórico que remete às origens da cidade, com prédios no estilo art déco. Por isso, foi preciso análise detalhada sobre a interferência causada pelas obras e atendimento a recomendações antes da liberação. Os técnicos agora avaliam o impacto do corredor de transporte na Avenida Goiás, outro ponto de significativa relevância histórica. Mesmo com todos os cuidados tomados, é inquestionável que o avanço do projeto modifica a paisagem e afeta a memória da capital. 

Por tudo isso, é de se esperar que o BRT seja realmente colocado em operação em sua plenitude e ofereça condições mais dignas de transporte para a população. O longo tempo de execução do projeto, com sucessivos adiamentos no cronograma, prejuízos e transtornos provocados a comerciantes e moradores, além dos vultosos valores gastos precisam ser compensados com benefícios realmente efetivos, há muito esperados pelos passageiros do precário transporte coletivo.