Levantamento feito pelo POPULAR e publicado na edição de fim de semana mostra como os parques urbanos de Goiânia tornaram-se atrativos para o mercado imobiliário. A concentração de prédios mais altos no entorno das áreas verdes da capital é duas vezes maior do que nas principais avenidas, aponta a reportagem.

Os motivos são abundantes: qualidade de vida, a chamada vista definitiva, clima mais fresco e o prazer da contemplação. O urbanista Nilton Lima, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, resumiu bem a preferência: “Morar nas avenidas é prático, nos parques é encantador”.

Esse é apenas um dos exemplos de como a natureza é necessária às cidades, tornando-se cada vez mais valiosa na economia em geral. Sua preservação, portanto, além de absolutamente imprescindível, é também inteligente. Esta é uma das razões para que existam regras claras e técnicas de ocupação urbana, estabelecidas em um Plano Diretor responsável. Resguardar nascentes, proteger áreas verdes. tratar o esgoto e dar destinação adequada ao lixo, com investimentos na reciclagem, são algumas das medidas fundamentais para que os centros urbanos não se tornem inabitáveis, e não tomem o caminho do caos.