Pode ser pela minha idade. Perto dos 50, qualquer piada pronta parece brilhante, quando não inevitável.
Passei madrugadas olhando para o teto, com os dedos entrelaçados sob a nuca, pensando em gracejos quando vi que o episódio 171 do Giro 360 se aproximava.Fui salvo do vexame de tiozão por dois fatores: pela juventudade dos meus colegas e pelo decoro que o jornalismo exige.

Mas a sagacidade do Marcos Carreiro e da Fabiana Pulcineli de alguma forma recupera meus devaneios senis. Da análise dos discursos dos candidatos ao governo de Goiás no Twitter, resta um deserto de ideias. 

Não há propostas. Predominam as platitudes e lugares-comuns, como se vê na nuvem de palavras na capa do episódio.

Mas esse Giro 360 #171 está longe de ser sobre o nada. O que se discute aqui, aliás, talvez seja tudo o que se precisa antes de decidir um voto, sem cair em estelionato.

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