Depois de um vaivém entre as disputas ao governo de Goiás e a deputado federal, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tenta nesta quinta-feira (4) viabilizar candidatura ao Senado. Se confirmado o novo projeto, o PSDB terá candidatura independente, sem aliança para o Executivo, e liberará seus filiados para apoiar qualquer nome para o governo, contanto que seja de oposição.

Já há inclusive dois nomes convidados para a suplência: o ex-presidente da Saneago Jalles Fontoura e o empresário Marcos Ermírio de Moraes, organizador do Rally dos Sertões.

Desde a noite de quarta-feira (3), quando descartou a disputa ao governo, o tucano foi incentivado por aliados a tentar o Senado. A análise é de que o cenário mudou nos últimos dias, com a saída do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (PSD), do páreo e confirmação de pulverização na base governista, com três nomes - Waldir Soares (UB); Alexandre Baldy (PP) e Vilmar Rocha (PSD). O ex-governador avalia que o quadro sem um nome em destaque o favorece.

Além disso, ele argumentou com os candidatos a deputado que é importante o reforço de uma agenda da disputa majoritária. Ao blog, Marconi disse apenas que a decisão será tomada nesta sexta-feira e que é "meio a meio" a possibilidade de disputa ao Senado ou deputado.

Segundo tucanos que conversaram com ele nesta noite, ele aguardava apenas confirmações sobre garantias de financiamento da campanha. Marconi espera respostas do PSDB nacional sobre valores para a disputa proporcional e majoritária, além de doações. Também pediu um levantamento sobre possíveis apoios informais de lideranças de fora do partido.

Apesar de inclinado a sair à Câmara dos Deputados há cerca de 15 dias, Marconi deu as últimas cartadas para tentar disputar o governo na quarta-feira, em conversas em São Paulo na tentativa de garantir palanque ampliado com PT e PSD. Ele alegou resistências do PSDB nacional para a desistência, confirmada nesta quinta-feira aos aliados.

Em 16 de julho, o PSDB realizou consulta interna sobre o destino de Marconi: 93% defenderam candidatura ao governo, 6% ao Senado e apenas 1% a deputado federal. Embora tenha acatado a decisão da maioria e se colocado como pré-candidato ao governo, Marconi afirmava que a manutenção dependeria de aliança e focou nas conversas com o PT.

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