Relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que é possível conceder reajustes ao funcionalismo no próximo ano, mas que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisará decidir quais medidas serão prioritárias e quais ficarão fora do Orçamento de 2022. Bezerra avisa que falta espaço para elevar despesas no próximo ano.

“O presidente, ele sempre vai ter que escolher, porque as despesas discricionárias (aquelas que não são obrigatoriedade do governo), as obrigatórias estão muito apertadas”, afirmou o líder do governo, ao ser questionado sobre a promessa de Bolsonaro de usar o espaço no Orçamento para conceder reajustes.

O Palácio do Planalto conta com a aprovação da PEC, que libera cerca de R$ 90 bilhões em 2022. Mas o governo e o Congresso já disputam esses recursos. O dinheiro não é suficiente para bancar as promessas de Bolsonaro, que já está em ritmo de campanha eleitoral, e os anseios dos líderes partidários, que almejam recursos para emendas parlamentares e um amplo fundo de financiamento de campanha.

“O que a gente entende nas leituras que estamos fazendo é que o espaço dentro do Orçamento público está muito escasso e as prioridades precisarão ser definidas quando da discussão da peça orçamentária que se dará até o final de dezembro”, afirmou Bezerra.

A declaração do líder do governo acontece após Bolsonaro afirmar que quer usar o espaço no Orçamento, que será aberto com a aprovação da PEC dos Precatórios, para conceder reajuste salarial.

Nesta terça-feira (16), o presidente reforçou que trabalha para atender todos os servidores. A PEC dos Precatórios é hoje a principal pauta de interesse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.