Presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), Patrícia Carrijo reforçou durante entrevista à jornalista Cileide Alves que as urnas eletrônicas são seguras. Ela ainda disse que qualquer ato contrário à democracia deve ser repudiado. A magistrada ainda conversou com a jornalista sobre os salários pagos aos juízes, que acabam sendo motivo para críticas.

Patrícia disse que qualquer ataque às eleições e ao poder judiciário são descabidos porque em 26 anos de eleições com urnas eletrônicas, nunca houve registro de fraudes. A magistrada afirma que para que a democracia seja garantida, é necessário que a justiça e a imprensa sejam fortes e independentes. “Ataques são tendenciosos a caminhar contra estado de direito.”

Ainda na entrevista à Cileide Alves, durante o programa Chega Pra Cá, a juíza comentou que faltam pelo menos 110 juízes para atender à demanda atual das comarcas vagas no estado. Ela explicou que um concurso iniciado no ano passado deverá minimizar esse déficit, já que há previsão de seleção de 52 novos juízes. 

Patrícia Carrijo explica que não é possível contratar os 110 de uma vez porque, necessariamente, os juízes iniciam a carreira como substitutos e existem apenas 52 vagas. “O que pode ser feito é a formação de um cadastro de reserva para que, quando os substitutos assumirem comarcas, novos juízes que sejam aptos e estejam preparados, possam ser chamados para ocupação das vagas de substitutos”, sugere.

A juíza também comentou sobre os salários pagos aos juízes em Goiás para explicar os altos valores pagos a alguns juízes. Cileide Alves comentou que 282 juízes receberam mais de R$ 100 mil nos últimos me4ses e questionou se esses valores não são incompatíveis com a média salarial dos brasileiros. Carrijo reforçou que as quantias não são mensais e foram resultados de benefícios conseguidos por direito. “É eventual.”

Ela reforçou que a carreira na magistratura já não tem sido tão atrativa e que não é raro que colegas deixem seus cargos para atuação como advogado ou mesmo em outras áreas. “O juiz precisa ser qualificado e precisa se manter em qualificação. É desgastante e cansativo.” Ela ainda comenta que não há reajuste há 15 anos e que as críticas partem de que não conhece a realidade da profissão.”

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