Na política ou fora dela, Maguito Vilela manteve forte ligação com o futebol, como jogador ou dirigente. Antes de construir extensa carreira política em Goiás, ele atuou no futebol de Jataí, a cidade natal, e outros locais, como Bela Vista de Goiás e Goiânia.Não era um jogador profissional quando já tinha mandato como deputado estadual, mas participou de um jogo em que a Raposa do Sudoeste teve de remontar o time às pressas para enfrentar o Goiás, por determinação da Federação Goiana de Futebol, após a disputa do Goianão parar nos tribunais.O jogo foi em novembro de 1984. Sem time, a Jataiense formou equipe com atletas locais. Maguito se apresentou para compor o elenco temporário. Ficou no banco de reservas e viu o time dele bater o Goiás por 3 a 1 no antigo Estádio Jerônimo Fraga. Ocupou cargos de dirigente da Jataiense, em mandatos curtos. O último clube com que manteve relação foi a Aparecidense, no período em que foi prefeito de Aparecida de Goiânia (2009 a 2016) e recebeu o título de presidente de honra.Era torcedor do Goiás. Não dispensava um jogo de futebol, seja como jogador ou torcedor. O esporte era uma das paixões de Maguito Vilela, que morreu na madrugada desta quarta-feira (13), em São Paulo, por causa das complicações decorrentes da Covid-19. Maguito tinha 71 anos.Na juventude, foi atacante em Jataí. “Era corredor e muito bom de bola. Poderia ter seguido a carreira de jogador, mas tinha outros objetivos”, relembra Pierre Sobrinho Lopes, de 76 anos, ex-jogador, pai de Reidner (ex-volante do Goiás) e companheiro de equipe de Maguito no concorrido futebol amador de Jataí na década de 1960. Ambos atuaram juntos por Jataiense e Botafogo, times da cidade.Nessa época, por ser muito magro, ganhou o apelido Magrito e, depois, Maguito, que decidiu incorporar mais tarde ao nome dele - Luís Alberto Vilela. No Atlético-GO, segundo o ex-presidente do clube, Valdivino de Oliveira, Maguito chegou a atuar na base, no início dos anos de 1970. “Era chamado de Vilela”, comentou Valdivino. Mais ou menos nesse período, também atuou na várzea de Bela Vista.Maguito Vilela estabeleceu vínculos com o futebol goiano quando foi governador de Goiás (1995 a 1998). Nesse período, se aproximou dos clubes goianos. Alguns estádios, como Antônio Accioly, Serrinha e outros, ganharam ou tiveram melhorias.Maguito buscou, junto ao empresariado, patrocínios para os clubes de futebol, principalmente quando estavam na disputa das competições nacionais. Na gestão dele à frente do Governo de Goiás, Vila Nova e Goiás tiveram fase vitoriosa em 1996 - o alviverde chegou à semifinal do Brasileiro, e o time colorado conquistou o título da Série C pela primeira vez na história.O ex-governador ajudou nas articulações políticas e ajudou o Goiás a conseguir outra vitória, nos bastidores, graças à facilidade de articulação política. “Ele participou, ajudou o Goiás a entrar no clube dos 13”, contou o ex-presidente do Goiás, Paulo Lopes. Maguito era torcedor esmeraldino, nunca teve título (sócio ou conselheiro), mas o clube presenteou o filho dele, o ex-jogador e herdeiro político, Daniel Vilela, com o título de sócio.O Vila Nova também contou com Maguito Vilela, como reconhece o conselheiro e ex-presidente do clube, Paulino Vilela. “O clube deve muito ao Maguito. Fui presidente de 1995 a 1998 e tive apoio dele. Ele me apresentou ao Gilberto Coelho (ex-diretor da CBF). Pedíamos árbitros experientes, pois a maioria dos jogos era decisiva no torneio. Também trouxe o empresariado local para patrocinar o futebol. Nunca usou dinheiro público, mas usava a influência para ajudar os clubes”, lembra Paulino Vilela.Mais tarde, na condição de prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito criou vínculo com a Aparecidense. “Era um clube semiamador. Ele queria ajudar um clube local, mas exigia que fosse gente de confiança dele para fazer um trabalho sério. Foi aí que nos chamou e começou a nos apoiar”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo da Aparecidense, Wilson Queiroz Brasil.Maguito levou ao clube um velho conhecido, João Rodrigues, o Cocá, que morreu em outubro de 2020 também em decorrência de problemas da Covid-19.-Imagem (1.2180799)