O Supremo Tribunal Federal negou o recurso do Ministério Público Federal (MPF) de Goiás que movia ação cível contra o médico Áureo Ludovico de Paula sob acusação de praticar cirurgias experimentais em seus pacientes, entre eles o apresentador Fausto Silva e os senadores Romário (PL-RJ) e Jorge Kajuru (Podemos). 

O procedimento chegou a ser proibido em 2010, mas depois a proibição caiu. Em abril de 2011, uma comissão técnica do CFM (Conselho Federal de Medicina) a considerou como não experimental. A análise foi levada ao plenário do conselho, que rejeitou a decisão. Começou então a longa disputa judicial patrocinada pelo CFM e pelo MPF de Goiás. 

Essa técnica de cirurgia bariátrica conhecida como gastrectomia vertical com interposição ileal (GVII), parte do princípio que é possível curar o diabetes tipo 2 ao utilizar hormônios do trato digestivo. O médico Áureo Ludovico de Paula ganhou em todas as fases do processo: na  primeira instância, no TRF 1 e agora no STF.

Apesar de a cirurgia não estar proibida os questionamentos judiciais derrubaram em 80% a procura por essa técnica para tratamento da obesidade mórbida e do diabetes tipo 2, que atinge quase 20 milhões de brasileiros. Para explicar essa disputa e o significado da decisão judicial, o convidado do Chega pra Cá desta terça-feira (17) é o médico Áureo Ludovico de Paula.