Por que o trânsito continua matando quase 33 mil pessoas por ano no Brasil?

Uma mazela antiga da sociedade reapareceu com força neste fim de semana. Refiro-me à violência do trânsito que deixou ao menos sete pessoas mortas nas ruas da capital. Entre os mortos estavam uma adolescente de 15 anos, arremessada para fora de um veículo que estava participando de um racha. Uma criança de dois anos também morreu depois que o carro dirigido por seu pai bateu contra um poste.

No balanço da Operação Semana Santa, depois do último feriado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelou que houve redução em 50% no número de acidentes graves (aqueles classificados quando há ao menos um morto ou ferido grave) e em 71% no número de feridos.

No entanto, o número de mortes nas rodovias federais do país subiu de 58, 32% do que no ano anterior. Além disso, a PRF identificou 1.352 motoristas dirigindo com teor alcoólico superior ao permitido.

Para conversar sobre esse assunto difícil, o Chega pra Cá convidou o perito aposentado Criminal de Classe Especial do Instituto de Criminalística do Estado de Goiás, Antenor Pinheiro. Entre suas várias especialidades, Antenor Pinheiro é especializado em perícias de acidentes e em crimes de trânsito, morte violenta, balística forense e fotografia científica.