Em junho de 1722, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido como Anhanguera ou o senhor de Sabará-buçu, partiu de São Paulo à frente de uma bandeira formada por 152 homens em direção ao sertão do Brasil em busca de novos veios auríferos.

Na época a produção de ouro de Minas Gerais já tinha diminuído. Começou assim o povoamento do território goiano, há exatos 300 anos. O primeiro século de Goiás foi de isolamento. O acesso fluvial a essa região do centro-oeste brasileiro era difícil, pois sua bacia hidrográfica corre do centro em direção a outras localidades.

O fim do ciclo do ouro, ainda no século 18, criou novos desafios e o segundo século do Estado foi de transição para a produção agropecuária.A Independência do Brasil, em 1822, foi um marco importante na formação de Goiás, pois conteve rebeliões internas contra a Coroa e redefiniu o poder político na região. Por fim, o século 20 marca a modernização do Estado, em especial por conta das construções de Goiânia, na década de 30, e de Brasília, já no final dos anos 50. 

Esses 300 anos de história fazem parte da Trilogia Goiana idealizada pelos historiadores Eliézer Oliveira e Cristiano Arrais. Eles já lançaram dois livros: "O século XVIII em Goiás – A Construção da Colônia" (2016, em parceria com o professor Fernando Lemes) e "O Século XX em Goiás – O Advento da Modernização" (2019, com participação de Tadeu Arrais), ambos pela Cânone Editorial. O último livro, ainda a ser lançado, contará a história do século 19. 

Para falar sobre esses 300 anos, o entrevistado do Chega pra Cá desta terça-feira é o historiador e professor da UEG, Eliézer de Oliveira.

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