A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 263,0 milhões de toneladas em 2022, segundo estimativa de maio produzida pelo IBGE e divulgada na última quarta-feira. A estimativa é de que a safra deste ano seja 3,8% maior do que a do ano passado, quando foram colhidos 253,2 milhões de toneladas de grãos. Esse aumento é justificado pelo desempenho de produção do milho, do trigo e da soja.

Na comparação com o produzido em 2021, o Centro-Oeste deve ter aumento de 11,3%, com 129,7 milhões de toneladas, 49,3% do total do país. Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 30,1%, seguido pelo Paraná (13,9%), Goiás (10,7%), que assume o terceiro lugar em função da redução da produção do Rio Grande do Sul com a escassez de chuvas na região. O Estado gaúcho deve produzir 9,3% do total de grãos.

Em meio a esses números, o deputado federal José Mário Schreiner – presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) e vice-presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) – anunciou há dez dias que não disputará a reeleição. Schreiner alegou que assumirá “mais responsabilidades na CNA” e lançou a vereadora de Rio Verde, Marussa Boldrin, para representar o agronegócio na eleição.

Com participação de 27% no PIB nacional, o agronegócio tem uma bancada expressiva no Congresso Nacional e é articulado politicamente. Nesta eleição, contudo, destaca-se o ativismo político do segmento, em função da polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O lançamento da pré-candidatura do deputado Vitor Hugo (PL) a governador de Goiás adicionou um ingrediente novo à atuação do grupo em Goiás, em especial pelo avanço do candidato de Bolsonaro sobre as bases do govenador Ronaldo Caiado União Brasil).

Para falar sobre esses assuntos, o convidado desta terça-feira no Chega pra Cá é o deputado José Mário Schreiner.

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