Por uma dessas jabuticabas tão brasileiras, o maior "escândalo financeiro" do País", como classificou o ministro Fernando Haddad, não fez (ainda?) nem cócegas na reputação de bancos, banqueiros e Faria Lima, mas atingiu o coração da política em ano eleitoral e o fígado do Supremo na sequência da condenação de generais e um ex-presidente. Assim, o escândalo Master ainda vai chegar ao sistema financeiro, mas já jogou pesadas nuvens sobre o futuro, não só do STF, mas do Brasil. A nota do ministro Alexandre de Moraes mais confunde do que esclarece e ajuda a exacerbar a crise entre STF, PF e PGR e confirma que o Supremo está com três ministros a menos. Em vez de onze, são oito, o que é número par e não permite desempate. Toffoli está fora de combate, Xandão está gravemente ferido e o AGU Jorge Messias aguarda atrás da trincheira, sabe-se lá até quando. Há clima para a votação no Senado? E para a sua chegada à corte?