A eleição presidencial de 2026 vai chegando ao fim sem festa, alegria, esperança e bandeiras e cartazes em casas e carros, num clima de espanto e indignação em que o grande dilema, individual e nacional, não é quem é o melhor, mas quem é "o menos pior". Está pau a pau, numa disputa ponto a ponto. Se vencer Flávio Bolsonaro, a expectativa é de fronteiras abertas para todas as loucuras de Donald Trump e volta imediata de Jair Bolsonaro, generais, almirante e os criminosos de 8 de janeiro, com sangue nos olhos e planos de confiança na cabeça. Além de recuos graves em avanços de costumes. Se der Lula, a esperança de 2022 cedeu lugar a dúvidas e temores Se o terceiro mandato já não foi lá essas coisas, como será um quarto, com Lula mais velho, sem viço, ideias, horizonte político, maioria no Congresso, equipes inovadoras e um partido forte? E sem contar com o suporte do Supremo.