A mensagem de Marco Rubio para Flávio Bolsonaro foi cheia de recados subliminares, mais grave do que parecia à primeira vista e pode transformar a ida de Flávio ao país, no próximo dia 6, para uma audiência pública com o Escritório de Comércio, em mais um tiro no pé. Ou em mais uma peça de marketing, não para a campanha dele, mas para a de Lula. O que importa é que Rubio agradeceu "a generosa oferta" de Flávio de, se eleito, montar uma equipe de transição exclusiva entre Brasil e EUA. Soa como uma hipoteca. Trump interfere a seu favor nas eleições e ele "paga", depois, entregando os interesses e a independência do Brasil às conveniências dele. A ideia de hipoteca é reforçada pela própria personalidade de Trump e seu governo. O jogo em Washington hoje tem nome: "business". O que importa não são alianças estratégicas entre nações soberanas, comércio legítimo e justo, valores, cooperação e direitos. Só os negócios.