Mesmo em um país extremamente polarizado politicamente, já há algum tempo, existe uma unanimidade nacional. Esta é o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não agrada ninguém, quer a direita ou a esquerda do espectro ideológico. A insatisfação com a Suprema Corte, talvez seja a única unanimidade nacional. A solução democrática não será fornecida por um cabo e um soldado, mas sim através de uma reforma constitucional aprovada pelo parlamento. Todavia, para que isto seja possível é preciso discuti-la, primeiramente, entre os cidadãos. Mas afinal, qual modelo de STF agradaria a cidadania? O modelo que vem a mente não é o americano, mas o europeu. Um de seus alicerces é o mandato. De fato, não faz sentido um ministro, por melhor que seja, permanecer por 40, 30 ou 25 anos em uma Corte de justiça. Veja-se o que se passa nos tribunais inferiores, Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais. Os seus membros de cúpula não costumam ficar por tanto tempo no cargo de desembargadores. Normalmente cerca de uma década e muitas vezes menos tempo. Portanto, um mandato em torno de 12 anos, como em outras cortes europeias seria o ideal. O mandato é necessário porque evita o empoderamento e promove a renovação, algo a se esperar da jurisprudência de um país.