Mais um governador do Rio de Janeiro desembarca de pires na mão em Brasília nesta semana, mas este, o desembargador Ricardo Couto, parece bem diferente de sete anteriores que tiveram problemas na justiça, cinco deles sendo presos. O Brasil busca desesperadamente sangue novo na política e na gestão, vamos ser otimistas? Não só por Couto ser desembargador, porque o precedente de Wilson Witzel, que caiu no meio do mandato, é uma vergonha para a magistratura e um dos traumas do Estado. Mas Witzel é Witzel, Couto é Couto, buscou os apoios certos e parece determinado a fazer a diferença. Interromper a farra de 31 secretarias e milhares de apadrinhados políticos ineptos, fantasmas ou mesmo corruptos é um bom começo. Já foram afastados 3.072 e, como Couto disse a mim e à repórter Letícia Fernandes, esse número deve chegar a 6.000. Não é pouca economia...