A copa do mundo de 2026 será disputada em três países (Canadá, Estados Unidos e México) por 48 seleções nacionais. Algumas reflexões se fazem necessárias diante do contexto insólito de três sedes simultâneas e do número exagerado de países que participarão da maior competição de futebol do planeta, uma vez que questões políticas e econômicas predominam sobre os aspectos técnicos do evento. De 1954, na copa disputada na Suíça, até 1978, no mundial realizado na Argentina, o número de países participantes era limitado a 16 nações. A copa de 1982 (na Espanha) contou com 24 países, quantitativo que subiu para 32 países na copa de 1998 (na França) e 48 nações para a próxima copa do mundo. Segundo Lycio Ribas, no livro “O mundo das copas”, os aumentos do número de países nos campeonatos mundiais ocorrem historicamente por razões políticas e econômicas. De acordo com o autor, o brasileiro João Havelange foi eleito presidente da Fifa em 1974 com o apoio de sul-americanos, africanos e asiáticos: sua principal promessa de campanha era elevar o número de participantes das copas do mundo, o que beneficiaria diretamente suas bases eleitorais.