O Brasil sempre esteve em ebulição. Sempre esteve deficiente. Entre ser um e outro, permanecemos reticentes. Não é de hoje. Em meio a espantos brotando de todos os quadrantes do território social, a percepção de cidadania vai se tornando mais aguçada - e desiludida com os meios convencionais. Não é a herança maldita de um partido ou outro. Não é o governo estadual ou o municipal. Não é o empresariado da licitação chapa branca. Não é o STF com seus juízes mundanos. Não são as Câmaras ou o Senado, infestados de políticos sem vocação. Tampouco é o povo que não sabe votar. É tudo isso junto. Em meio à tempestade perfeita, a redenção estaria em finalmente enxergar o que repousa na ponta do nariz. Sempre esteve aí. É a cultura. Ou melhor dizendo, a falta dela. O que faz um país crescer não é o asfalto, tampouco a tecnologIA (com IA maiúsculo) ou o tijolo. O que nos faz crescer é a argamassa cultural que a tudo une e sedimenta, dá coesão ao todo.