Em grandes corporações, poucas siglas geram tanta pressão quanto o ROI (Retorno sobre Investimento). Para as áreas financeiras, ele é a principal medida de eficiência. Já para equipes de inovação, muitas vezes se transforma em uma barreira capaz de interromper projetos promissores antes mesmo de atingirem seu potencial. O problema não está na métrica em si, mas na forma como ela é aplicada. Ainda é comum avaliar iniciativas de inovação com os mesmos critérios usados para investimentos tradicionais, nos quais os resultados são mais previsíveis. Na inovação, porém, o retorno pode ser exponencial, mas o caminho até ele é marcado por incertezas. Quando uma empresa exige retorno financeiro rápido de um projeto que busca criar novos mercados ou modelos de negócio, acaba privilegiando apenas melhorias incrementais. O risco é descartar oportunidades capazes de garantir sua competitividade no futuro e sua capacidade de adaptação diante das transformações do mercado.