No Dia Internacional da Mulher é comum celebrarmos conquistas, trajetórias e avanços, mas é impossível falar de direitos, dignidade e igualdade sem encarar a face mais cruel da violência de gênero: o feminicídio. Neste ano, essa reflexão nos atravessa de forma ainda mais dolorosa diante da tragédia recente de Itumbiara. O episódio chocou Goiás e o País. Um homem, inconformado com o fim do relacionamento, matou os próprios filhos e, em seguida, tirou a própria vida, numa tentativa extrema de punir a mulher por ter decidido seguir outro caminho. Estamos diante de uma violência vicária, quando o homem se utiliza dos filhos para atingir a mulher. À dor irreparável somou-se um espetáculo degradante, com vídeos da mãe circulando nas redes sociais, julgamentos morais apressados e indevidos, acusações cruéis. Em vez de acolhimento, uma avalanche de condenações.