Por estar supostamente voltado para a tradição da arte popular, o Museu de Arte de Goiânia (MAG) sempre foi tratado como um museu menor e periférico – não apenas por sua temática, mas por ser goiano. Essa dupla marginalização fez com que jamais recebesse recursos públicos dignos desse nome. Se sobreviveu até hoje, foi à custa de doações dos próprios artistas e do esforço anônimo de poucos. No entanto, o MAG é o único museu de Goiânia que mantém um acervo representativo da produção artística regional. Pode-se dizer que ele é um retrato da nossa identidade cultural. Sua sede inaugural, na Praça Universitária, é projeto do escritório de Waldemar Cordeiro – artista precursor da arte contemporânea brasileira, o que já deveria colocá-lo em outro patamar de reconhecimento. Mas a Secretaria Municipal de Cultura jamais reconheceu essa importância histórica. Pelo contrário, largou o patrimônio “para as cobras”, como se diz popularmente. O prédio foi depredado pela própria secretaria, que desvirtuou completamente seu projeto original e tratou o acervo como algo sem valor – uma mera sub-representação da arte brasileira dos grandes centros nacionais.