Não pude deixar de lado a expressão mais falada nos últimos meses - Ainda Estou Aqui, ao pensar na mulher em data especial, Dia Internacional da Mulher, 8 de março e escrever. O que me atravessou naquela noite em que me vi diante da tela da premiada obra cinematográfica, parece de alguma forma ter atingido boa parte do mundo, pela maravilha de um filme nacional. Fernanda Torres, que já havia me flechado nos anos 80 em Eu Sei que Vou te Amar, me alcançara de um jeito ímpar na noite em que assisti Ainda Estou Aqui. Sob a direção de Walter Salles, que já havia ganhado meu coração em Central do Brasil, acompanhada de Selton Melo que interpretou uma psicanálise “completa” em Lavoura Arcaica e de tantos atores maravilhosos, Fernanda me colocou em um lugar simultâneo de amor, pavor, tragédia, beleza e desespero. O lugar da maternidade.