Um algoritmo processa dados. Mas as profissões, exercidas por pessoas reais, processam vidas. Essa é a diferença crucial que nenhuma tecnologia ou inteligência artificial, por mais avançada que seja, vai apagar. As IAs são ferramentas que servem de auxílio, mas não podem e nem devem substituir almas que guiam e são fim dos serviços prestados por profissionais de diferentes ramos. Somos mais de 50 mil advogados e advogadas em Goiás, que todos os dias lidam com problemas reais, mas sem deixar de lado o recurso tecnológico dos novos tempos. Estamos diante de uma das maiores mudanças desde a invenção da pena, da máquina de escrever ou do computador. E, como toda mudança de fundo, ela nos obriga a perguntar não apenas o que vamos fazer de diferente, mas quem somos por trás da técnica. A pergunta que mais ouço é como devemos nos preparar para esta nova fase. A resposta é a mesma de sempre: com responsabilidade, ética e coerência histórica. Dominar a técnica é questão de tempo; sustentar a boa-fé é questão de permanência.