Sem diálogo, sem canais e com perspectivas ruins, as tentativas do Brasil para resistir ao início do tarifaço de Donald Trump, em 1º de agosto, entram na reta final resvalando para um terreno literalmente sensível, que divide opiniões, inclusive, entre Itamaraty e Forças Armadas: a exploração de minerais críticos, ou das chamadas terras raras. O Brasil é o segundo país nessas riquezas minerais, só atrás da China, mas praticamente nunca explorou seu subsolo e suas potencialidades. E agora? Isso pode entrar na negociação com Trump, que já vinha usando o poder dos EUA e sua expertise em chantagem para botar a mão nas terras raras da Ucrânia e da Groenlândia e acaba de incluir o Brasil na mira. Além da área ambiental, as Forças Armadas já tinham uma pulga atrás da orelha, como registrou Marcelo Godoy no nosso Estadão, diante da inclusão de "desmatamento" na Seção 301, que investiga o Brasil em várias frentes, sob ameaça de sanções.