Na medonha sessão de terça-feira (15) do Supremo, Edson Fachin e Flávio Dino terçaram tolices em torno de uma questiúncula. O presidente o orientou a pedir-lhe autorização quando quisesse interromper a fala de outro juiz. Dino não obedeceu. Alegou que apartes são concedidos por quem tem a palavra, não pelo chefe do STF. Fachin veio a reconhecer seu erro e, mais para frente, Dino fez troça dele: pediu-lhe autorização para fazer um aparte. Com um risinho, Fachin notou que o pedido era irônico. Dino concordou e citou Aristóteles: “A ironia descontrai o ambiente”. Ocorre que o filósofo disse outra coisa: “A ironia é mais própria de um homem livre que o deboche, pois o irônico produz o riso para si, e o bufão o faz para os outros”. Noutro livro, dá à ironia o significado de “autodepreciação” e diz que ela é inferior à franqueza porque o irônico faz uma simulação, em vez de dizer a verdade na lata.