O Brasil precisa conhecer melhor a sua própria realidade quando o assunto é o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Atualmente, todas as estimativas sobre o número de autistas no país são baseadas em dados internacionais, como dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. Porém, essas referências não são um retrato fiel da nossa população e dificultam a criação de políticas públicas eficientes e ajustadas às necessidades da comunidade. Sem um levantamento oficial governamental, iniciativas como o Mapa do Autismo Brasil (MAB) têm se dedicado a coletar dados sobre o perfil e as características das pessoas autistas no país. São esforços importantes, mas ainda precisamos dar mais atenção à comunidade e avançar na construção de um censo demográfico, que traga números reais e detalhados sobre essa parcela da nossa população. Apesar da ausência dos dados nacionais, estima-se que um em cada 36 crianças nascem com TEA no Brasil, o que reforça a necessidade de políticas públicas para a comunidade.